O caso Benício, menino de 6 anos que morreu em novembro de 2025 no Hospital Santa Júlia, entrou em uma nova fase de tensão jurídica e emocional. A defesa da pediatra Juliana Brasil passou a adotar uma estratégia pública que busca afastar a responsabilidade direta da médica pela morte da criança.
O advogado Sérgio Figueiredo, responsável pela defesa, divulgou um vídeo nas redes sociais detalhando os argumentos que sustentam a tese de que a médica não teria causado o óbito. Segundo ele, a aplicação inadequada de adrenalina por via intravenosa, realizada pela enfermeira Raiza Bentes a partir da prescrição médica, não poderia ter sido determinante para a morte.
De acordo com a defesa, o efeito da adrenalina no organismo dura, no máximo, 30 minutos. Como Benício faleceu cerca de 12 horas depois, o advogado afirma que não há relação direta entre o medicamento aplicado e o desfecho fatal.
A estratégia jurídica aponta, então, para uma suposta falha exclusiva da equipe da Unidade de Terapia Intensiva e do próprio hospital. A defesa sustenta que houve erro no processo de intubação e descumprimento de protocolos médicos, atribuindo o agravamento do quadro a profissionais considerados despreparados.
A reação da família foi imediata. O pai da criança, Bruno Freitas, manifestou indignação pública diante do que considera uma tentativa de transferir a responsabilidade para outros profissionais e para a instituição hospitalar.
Para ele, o erro inicial cometido pela pediatra foi o fator que desencadeou toda a sequência de acontecimentos que levou à morte do filho. Na avaliação da família, concentrar a discussão apenas nas horas seguintes à medicação seria uma forma de desconsiderar a origem do problema.
O caso segue sob investigação e continua gerando forte repercussão, tanto no meio jurídico quanto entre profissionais da saúde, além de mobilizar a opinião pública pela gravidade das acusações e pelo impacto humano da tragédia.








