A Justiça Federal recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra um homem acusado de participar da exploração ilegal de cassiterita dentro do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, em Novo Aripuanã, no interior do Amazonas.
Com o recebimento da acusação, o investigado tornou-se réu e responderá por usurpação de patrimônio da União, extração ilegal de recursos minerais e dano direto a uma unidade de conservação.
Segundo o MPF, o garimpo provocou a destruição de 36,77 hectares de floresta nativa, além de alterações no solo, na paisagem e nos habitats existentes na área protegida.
A exploração clandestina acontecia em uma área conhecida como “Garimpo do Rato”. Conforme a denúncia, o local possuía gerador de energia a combustão, motor-bomba, caixa separadora e barracos utilizados como estruturas de apoio e armazenamento de suprimentos.
Análises de imagens de satélite e de sensoriamento remoto mostraram que o desmatamento avançou durante aproximadamente dois anos, entre março de 2023 e abril de 2025.
A cassiterita é o principal minério utilizado na produção de estanho. O material é empregado na fabricação de componentes eletrônicos, soldas, ligas metálicas, tintas e diferentes tipos de embalagens.
O garimpo foi localizado em 12 de abril de 2025 durante a Operação Ramus, realizada conjuntamente pela Polícia Federal, pela Força Nacional e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo o MPF, a atividade de extração estava em pleno funcionamento quando as equipes chegaram à região por via aérea.








