No Amazonas, um total de 1,3 milhão de pessoas de 10 anos ou mais de idade trabalhavam no mesmo município de residência em 2022. Do total destas pessoas, 1 milhão trabalhava fora de casa, enquanto 255 mil trabalhavam no domicílio de residência. Do total de 1,3 milhão de pessoas residentes em domicílios particulares, no estado, que frequentavam escola ou creche, era 1,2 milhão o número de pessoas que se deslocavam dentro do próprio município de residência, enquanto 28,2 mil pessoas saíam de casa para escolas ou creches localizadas em outro município. Os dados são da divulgação “Censo Demográfico 2022: Deslocamentos para trabalho e estudo”, divulgados hoje, 09, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pesquisas sobre deslocamentos auxiliam no planejamento e gestão do território
As pesquisas sobre deslocamento diário das pessoas de suas residências para os respectivos locais de estudo ou de trabalho constituem informação fundamental para as atividades de planejamento nas escalas locais e regionais. O conhecimento da intensidade desses fluxos, além de facilitar o planejamento e a gestão dos sistemas de transporte, oportuniza a melhoria da qualidade de vida da população por meio da redução dos custos de transporte, do tempo gasto nos deslocamentos e da diminuição dos níveis de poluição, entre outros.
A informação sobre este tipo de movimento no território é fundamental para identificar as diversas funções desempenhadas pelas cidades, seja na concentração de atividades geradoras de trabalho, seja na oferta de serviços de educação, ou mesmo de serviços de transporte.
Mais homens trabalhavam no próprio domicílio que mulheres em 2022
O Censo 2022 mostrou que o número de homens (131,2 mil) trabalhando no domicílio de residência foi maior que o de mulheres (124,5 mil) no ano de 2022. O mesmo pôde ser observado dentre aqueles que tralhavam fora do domicílio de residência e se deslocavam para outro local: eram 646,4 mil homens, enquanto mulheres que trabalhavam fora de casa eram 412,4 mil.
O número de homens que trabalhavam em outro município foi quase o dobro do número de mulheres: 14,6 mil homens se deslocavam para trabalhar em outro município, enquanto apenas 7,6 mil mulheres precisavam se deslocar para outro município.

É importante salientar que a mobilidade intermunicipal para trabalho varia de acordo com a rede urbana e a organização do território, sendo identificada com mais intensidade em áreas de concentrações urbanas e em municípios próximos a grandes centros.
Ônibus era o principal meio de transporte utilizado para chegar ao trabalho
Do total de 1 milhão de pessoas ocupadas que trabalhavam fora do domicílio, o grupo de pessoas que tinha o ônibus como meio de transporte em que passavam mais tempo para chegar ao local de trabalho tinha o maior número de pessoas, 274 mil. Em segundo lugar, o grupo de pessoas que passavam mais tempo utilizando automóvel para ir trabalhar era o maior, com 213 mil pessoas. Aqueles que passavam mais tempo a pé para chegar ao trabalho correspondiam ao terceiro maior grupo, com 203 mil pessoas. Os que utilizavam mais a motocicleta como meio de transporte para o trabalho somavam 202 mil pessoas e foram o quarto maior grupo.
O meio de transporte utilizado pela menor quantidade de pessoas para ir ao trabalho foi caminhonete ou caminhão adaptado, com 1.868 pessoas.

Dentre aqueles que trabalhavam fora de casa, os que precisavam de 15 minutos até meia hora para se deslocar ao trabalho correspondiam ao maior grupo, com 282,7 mil pessoas. Apenas 10.163 pessoas levavam mais de quatro horas para chegar ao trabalho.

No Amazonas, 1,3 milhão de pessoas residentes em domicílios particulares frequentavam escola ou creche em 2022, sendo que 1,25 milhão frequentava os estabelecimentos escolares no próprio município de residência e 28 mil pessoas frequentavam em outro município. Aqueles se que deslocavam para creches ou escolas em países estrangeiros eram 5.267 pessoas.
O Censo considerou o deslocamento para estudo em todos os níveis oficiais de ensino, da creche à universidade. Para os estudantes de ensino a distância (EAD), foi considerado o município ou país onde se localizava o polo de EAD utilizado pelo estudante.
Aqueles que tinham um rendimento nominal mensal domiciliar per capita de até ¼ do salário-mínimo correspondiam ao maior grupo, com 392,2 mil pessoas. Os que tinham rendimento domiciliar per capita de ¼ a ½ salário mínimo somavam 372,8 mil pessoas. Eram 278,2 mil pessoas aquelas que possuíam rendimento de ½ a 1 salário mínimo.

Mais mulheres que homens se deslocavam para outro município para estudar
Os dados que cruzam rendimento, sexo e deslocamento, mostram que mais mulheres se deslocavam para escola ou creche, em 2022, dentro do próprio município de residência (632 mil mulheres contra 622,9 mil homens). No deslocamento para outro município foram 15,4 mil mulheres, enquanto eram 12,8 mil homens. Para país estrangeiro, o número de mulheres também foi maior: 2.988 mulheres contra 2.278 homens.

No quesito cor ou raça, o Censo mostrou que entre as pessoas que se deslocavam para cresce ou escola em outro município, o maior quantitativo eram da cor parda (18,4 mil pessoas), assim como entre aquelas que se descolavam para país estrangeiro (2,8 mil pessoas). Em seguida, aparecem as pessoas brancas (6,1 mil pessoas) como maior grupo que se deslocava para outro município, enquanto eram 1.374 pessoas brancas que se deslocavam para país estrangeiro.
Entre os indígenas, 114,8 mil se deslocavam no município de residência para frequentar escola ou creche, 1,8 mil se deslocavam para outro município e 487 faziam o deslocamento para país estrangeiro.

No país, a pesquisa censitária revela que há uma tendência de brancos se deslocarem mais para outros municípios ou países (8,7%) do que a população preta (7,2%) e parda (6,1%). No caso dos brancos, a maior mobilidade possivelmente está ligada a condições socioeconômicas mais favoráveis, permitindo maior acesso a instituições de ensino em outros municípios ou no exterior. A população de estudantes de cor ou raça preta apresentou padrões de deslocamento para outros municípios e países estrangeiros ligeiramente superiores aos estudantes pardos.
Outro caso é o grupo de cor ou raça indígena, o qual possuiu a maiores percentagens estudando dentro do município de residência (95,9%), porém também possui a segunda maior percentagem de estudantes que se deslocavam para outros países (0,2%), atrás somente da população amarela (0,9%).
Em relação a grupos de idade, o Censo de 2022 mostrou que até os 17 anos, a grande maioria dos estudantes se deslocava para creche ou escolas dentro do próprio município de residência. A partir dos 25 anos, observou-se um aumento da proporção de estudantes também se deslocando para outro município (13,7 mil pessoas), bem como para país estrangeiro (2,1 mil pessoas).










