A Polícia Civil do Amazonas investiga a possível participação da esposa de Fabrício Brito da Cunha, de 42 anos, suspeito de aplicar golpes contra idosos e pessoas com deficiência em agências bancárias de Manaus. Segundo o delegado Cícero Túlio, novos elementos apontam que a mulher pode ter prestado apoio ao investigado durante a prática dos crimes.
De acordo com a investigação, o veículo utilizado por Fabrício para fugir após um dos golpes está registrado em nome da companheira, o que reforçou a linha de apuração sobre o possível envolvimento dela no esquema.
Conforme o delegado, há indícios de que a mulher tenha auxiliado no escoamento e na ocultação dos valores obtidos de forma ilícita.
“Os indícios indicam a participação dela no sentido de dar apoio operacional para ele esvaziar e escoar os valores decorrentes dos golpes praticados”, afirmou Cícero Túlio.
A investigada ainda não foi formalmente ouvida pela Polícia Civil. Segundo o delegado, a corporação avalia a necessidade de representar à Justiça pela prisão preventiva ou temporária da mulher, medida que dependerá do avanço das investigações e da análise dos elementos já reunidos.
Ainda conforme Cícero Túlio, embora a mulher alegue ser ex-companheira de Fabrício, os investigadores apuram indícios de que os dois ainda mantêm vínculos.
Além do automóvel já identificado, outros veículos registrados em nome da investigada também passaram a ser analisados pela polícia. A suspeita é de que esses veículos possam ter sido utilizados para dar apoio logístico em outras ações criminosas atribuídas ao grupo.
Enquanto as investigações avançam, Fabrício Brito da Cunha continua foragido. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de que ele esteja recebendo auxílio da companheira para permanecer escondido, hipótese que também faz parte do inquérito.
Orientação à população
Durante coletiva de imprensa, o delegado Cícero Túlio reforçou orientações para prevenir esse tipo de golpe. A recomendação é que idosos e pessoas com deficiência não aceitem ajuda de desconhecidos dentro de agências bancárias e procurem atendimento apenas com funcionários devidamente identificados.
Em caso de atitude suspeita, a orientação é comunicar imediatamente a gerência da instituição financeira ou acionar a polícia.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para esclarecer a participação de todos os envolvidos. Até o momento, a mulher é investigada, mas não foi indiciada nem presa. As apurações prosseguem, garantindo aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê a legislação brasileira.








