Com pequena baixa, Índice de Preços de Alimentos ficou em 135,9 pontos durante o período; medição mensal destaca Brasil pela queda do custo do açúcar e aumento dos valores do etanol; produção global de cereais deve baixar para 2.764 milhões de toneladas em 2022.
Os preços mundiais de alimentos ficaram estáveis em outubro. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, divulgou o Índice de Preços de Alimentos destacando que o aumento de 3% dos preços dos cereais foi compensado por quedas nas cotações de outros alimentos básicos.
A publicação lançada nesta sexta-feira, em Roma, Itália, revela que a medição mensal atingiu uma média de 135,9 pontos durante o período, ficando ligeiramente abaixo do nível em setembro. O índice ficou 14,9% abaixo do recorde de março deste ano, e 2,0% acima de outubro do ano passado.

EUA e Brasil
Em relação à categoria de cereais a alta foi de 3% durante o mês em análise. Os preços do trigo subiram 3,2%, refletindo principalmente incertezas relacionadas à Iniciativa de Grãos do Mar Negro. Houve ainda uma revisão para baixo da oferta nos Estados Unidos.
O Brasil teve influência na queda do custo do açúcar em 0,6%. Fatores como chuvas, que dificultam o avanço da safra, aliados a altas cotações do etanol limitaram a queda mensal. Em nível global, o principal fator na queda do açúcar foram as melhores perspectivas de produção na Índia.
A FAO publicou ainda a atualização da oferta e demanda de cereais. A agência reduziu a perspectiva de produção global para 2.764 milhões de toneladas, revelando um declínio de 1,8% em relação a 2021.
A produção global de trigo chegará a 783,8 milhões de toneladas, mas espera-se que a produção mundial de grãos caia 2,8%, para 1.467 milhões de toneladas.

Incerteza sobre as exportações da Ucrânia
A produção mundial de arroz deve atingir 512,6 milhões de toneladas, uma queda de 2,4% em relação à alta histórica do ano passado.
A partir de setembro de 2022, espera-se que haja uma melhora de preços do milho. Há preocupação, no entanto, com baixas nos Estados Unidos e na União Europeia, com os efeitos da seca na Argentina e a incerteza sobre as exportações da Ucrânia. Os preços internacionais do arroz aumentaram 1%.









