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Pressões humanas são fator que mais influencia a densidade de cervídeos na Mata Atlântica, diz estudo

Estimativa mais robusta já realizada no bioma mostra que entre as principais influências antrópicas estão caça, predação por cachorros domésticos, doenças do gado e competição com javalis. Cientistas usaram método inovador, que inclui cães treinados e análise do DNA fecal

Redação por Redação
24 de março de 2025
em Meio Ambiente
Uma das espécies que ocorre na Mata Atlântica, o veado-catingueiro (Subulo gouazoubira) sofre com a caça e outras pressões antrópicas (foto: Pedro H. F. Peres)

Uma das espécies que ocorre na Mata Atlântica, o veado-catingueiro (Subulo gouazoubira) sofre com a caça e outras pressões antrópicas (foto: Pedro H. F. Peres)

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André Julião | Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores apoiado pela FAPESP estimou pela primeira vez em toda a Mata Atlântica a densidade populacional das cinco espécies de veado do bioma. Com isso, puderam mensurar os principais fatores que influenciam a quantidade de cervídeos por quilômetro quadrado (km2) em áreas florestais.

Os resultados apontam uma forte relação entre a baixa densidade de animais e pressões humanas, como caça, predação por cães domésticos, doenças transmitidas pelo gado e competição com javalis, uma espécie invasora que consome os mesmos recursos que os veados.

O estudo foi publicado no Journal of Applied Ecology.

“Os cervídeos que vivem em florestas são os mais difíceis de serem avistados e, por isso, de terem sua densidade populacional avaliada. Essa é uma métrica essencial para a conservação e que só agora conseguimos obter depois de mais de uma década de esforços”, conta Márcio Leite de Oliveira, professor da Universidade de Araraquara (Uniara) e primeiro autor do artigo.

Oliveira realizou parte do estudo durante seu pós-doutorado, realizado com bolsa da FAPESP no Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos (Nupecce) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal.

As estimativas se baseiam em amostras coletadas em 31 pontos de 21 unidades de conservação representativas da Mata Atlântica, do Nordeste ao Sul do país. As fezes dos cervídeos foram localizadas por cães especialmente treinados para esse fim. Os pesquisadores, então, identificaram a espécie por meio da análise do DNA fecal.


O pesquisador Márcio Leite de Oliveira coleta fezes de veado, encontradas pela cadela treinada Granada (foto: Jorge Alfonso Morales Donoso)

O método, desenvolvido pelo grupo para a estimativa da densidade e usado anteriormente em outros estudos, inclui ainda estatísticas que levam em conta a taxa de defecação de cada espécie (leia mais em: revistapesquisa.fapesp.br/no-mato-com-cachorro/ e agencia.fapesp.br/37372/)

Por conta da robustez dos dados, eles foram incluídos como indicadores no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ungulados, política pública do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para esse grupo de animais.

No estudo publicado agora, os pesquisadores registraram ainda dados ambientais, como tipo de vegetação, altitude e declividade. Por fim, foi feito um levantamento em cada local para identificar as ameaças causadas por humanos, às quais eram atribuídas um índice de 0, 1 ou 2, sendo zero ausência total e dois uma alta prevalência.

“Embora a relação direta entre a densidade populacional dos veados e as ameaças fosse esperada, nunca se havia demonstrado isso de forma tão robusta como fizemos agora. O trabalho, portanto, traz um forte conjunto de evidências para subsidiar o manejo das áreas protegidas e a conservação das espécies”, explica Oliveira.

Situação

A menor densidade encontrada foi de 0,14 indivíduo por km2 para o veado-mateiro (Mazama rufa) no Parque Nacional das Araucárias, em Santa Catarina. A maior foi na Reserva Biológica de Sooretama, no Espírito Santo, com 18,17 veados-roxos (Passalites nemorivagus) por km2.

O caso do veado-roxo, porém, foi uma exceção. Entre as áreas amostradas, as densidades médias ficaram entre 1,47 e 3,42 indivíduos por km2.

A influência antropogênica (resultante da ação humana) teve o maior peso na densidade de veados, superior a fatores naturais como altitude, declividade e latitude. Além da correlação com a fiscalização ambiental e índices de exploração vegetal dos locais analisados, foram ainda verificadas a presença de caçadores, cães domésticos (que podem predar os veados), gado (que transmite doenças) e javalis (que competem por recursos e também podem transmitir doenças).

No entanto, em um caso a presença humana foi favorável aos animais: a quantidade de guarda-parques. “A densidade de profissionais trabalhando na fiscalização das unidades de conservação influenciou a densidade de veados. Quanto mais guarda-parques, mais cervídeos podiam ser detectados numa área”, conta Oliveira.

Outro estudo do grupo já havia mostrado a importância de áreas protegidas para os veados. Na ocasião, os pesquisadores apontaram que proteger apenas mais 2% da área da Mata Atlântica traria ganho para a conservação de pelo menos três espécies de cervídeos (leia mais em: agencia.fapesp.br/40009/).

“O trabalho publicado agora traz um parâmetro da atual situação dos cervídeos da Mata Atlântica. O ideal seria refazer essas estimativas a cada cinco ou dez anos e verificar onde ela se manteve, onde aumentou e onde diminuiu. Dessa forma se poderia fazer uma conservação guiada por evidências”, conclui o pesquisador.

Outros coautores também realizaram suas pesquisas com bolsas da FAPESP (17/00331-8, 17/02200-8 e 19/07655-9), sob orientação de José Maurício Barbanti Duarte, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp e coordenador do Nupecce.

Além de Barbanti, o estudo tem entre os orientadores Fernando de Camargo Passos, coordenador do Laboratório de Biodiversidade, Conservação e Ecologia de Animais Silvestres (LabCeas) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O artigo Lower ungulate population density in rainforests under anthropogenic influences pode ser lido em: https://besjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/1365-2664.14858.

 

 

 

Fonte:  Agencia Fapesp

Tags: BrasilCervosMata AtlânicaMeio Ambiente

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