A produção industrial do Amazonas, em julho, teve variação de 6,9% comparado a junho. Com relação ao mesmo mês do ano anterior, o número ficou em 12%. No acumulado do ano, o Amazonas fechou julho com 3,4% e no acumulado dos últimos 12 meses a variação foi de 0,4%.
No mesmo período, o Brasil teve retração de -1,4% comparado a junho, 6,1% de variação comparado ao mesmo mês do ano anterior, 3,2% de variação no acumulado do ano e 2,2% no acumulado em 12 meses. Os dados são Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF Regional), divulgada hoje (13) pelo IBGE.
Variação mês/mês imediatamente anterior
Após 2 meses em queda, a produção industrial em julho no Amazonas, em relação ao mês anterior, teve alta de 6,9%. Foi o melhor resultado no índice desde fevereiro, quando o estado encerrou o mês com a variação de 7,3%. O bom resultado não só ficou acima da média nacional, que teve retração de -1,4% no período, como foi o melhor desempenho relativo da indústria dentre todas as Unidades da Federação, garantindo ao Amazonas a 1ª posição do ranking nacional em julho. Após o Amazonas, as Unidades da Federação com o melhor desempenho na indústria em julho foram Espírito Santo, com 5,8% e Paraná, com 4,4%. Pará (-3,8%), Bahia (-2,3%) e São Paulo (-1,8%) obtiveram o pior desempenho.

Variação mês/mesmo mês do ano anterior
Comparado ao mesmo mês do ano anterior, o Amazonas teve uma subida notável de 12%, alcançando o dobro da média nacional de 6,1%. O índice foi marcado por variações negativas significativas do Amazonas em 2024. Apesar do resultado positivo, a produção industrial amazonense, no índice, foi o segundo melhor de julho, ficando atrás de Paraná, que obteve a variação de 14,1%. Logo atrás do Amazonas, ficou o estado de Santa Catarina, com 11,8%. As Unidades da Federação com os piores resultados foram Mato Grosso, com -2,2%; Maranhão, com -1,9% e Mato Grosso do Sul, com -1,6%.

Variação acumulada no ano
No índice de variação acumulada no ano, a produção industrial do Amazonas, em julho, fechou em 3,4%. O incremento de 1,4 ponto percentual (p. p.) em relação ao mostrado no mês anterior colocou a produção industrial amazonense acima da média nacional e na 8ª posição do ranking das Unidades da Federação. Os melhores resultados foram registrados em Rio Grande do Norte, com 19,7%; Ceará, com 7,6% e Santa Catarina, com 6,5%; enquanto os piores desempenhos foram registrados em Rio Grande do Sul, com 0,4%; Espírito Santo, com 1,2% e Minas Gerais, com 1,5%.

Variação acumulada em 12 meses
No índice de variação acumulada em 12 meses, o Amazonas fechou maio com 0,4% de variação, um aumento de 1,9 p. p. em relação ao mês anterior, quando apresentou a variação negativa de -1,5%. A produção industrial do estado não teve grandes destaques no índice este ano, e ficou abaixo da média nacional de 2,2% em julho. O resultado sutil da produção industrial no Amazonas em julho colocou o estado entre as Unidades da Federação com as menores variações no índice, e fez com que o estado ficasse à frente apenas da produção do Rio Grande do Sul, que teve a variação negativa de -1,2%. Junta-se, também, aos estados com os piores desempenhos, o Maranhão, com 1,3% de variação. Os melhores resultados acumulados foram de Rio Grande do Norte, com 19%; Espírito Santo, com 9% e Goiás, com 8,7%.
Produção física industrial por seções de atividades industriais
Entre as seções e atividades industriais, comparado ao mesmo mês do ano anterior, a atividade de fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos superou a variação de junho, alcançando 39,8%. A fabricação de todos os produtos da categoria teve alta e influenciou a variação positiva da atividade. Em seguida, vieram as atividades de fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com 36,7% de variação comparado ao mesmo mês do ano anterior; e fabricação de máquinas e equipamentos, com 33,1%.
As atividades que apresentaram os piores desempenhos foram a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, que teve a retração de -71,3%, superando em 5,8 p. p. a já alta retração registrada em junho. Logo em seguida, a fabricação de bebidas aparece com -12,3% de retração. Juntas, as duas foram as únicas atividades a apresentar variação negativa em julho.

Média móvel
A média móvel trimestral da produção industrial no Amazonas fechou em 0,7%. O número modesto foi uma evolução comparado à média negativa vista no mês anterior de -1,2%.

Sobre a Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-Regional)
A Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM) produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação, entre elas Amazonas, Pará, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e para Estados do Nordeste como Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia, cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional
Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, que é o banco de dados do IBGE.
A próxima divulgação da PIM Regional, relativa a agosto de 2024, será em 08 de outubro.









