Nesta segunda-feira, Genebra acolheu a abertura da 79ª. Assembleia Mundial da Saúde com um balanço que mencionou tensões geopolíticas e um chamado urgente à ação coletiva.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, abordou uma série de desafios que ameaçam a estabilidade sanitária internacional.
Mundo de conflitos e crises econômicas
Ghebreyesus mencionou a situação do hantavírus e do ebola que aponta como duas das últimas crises num mundo que registra desde conflitos a crises econômicas, mudança do clima e redução de ajuda em tempos difíceis e perigosos.
Além das ameaças biológicas imediatas, como o hantavírus e, de forma central, o novo e agressivo surto de ebola na África Central, Tedros citou o “efeito cumulativo e arrasador” dos conflitos armados e das “mudanças do clima” sobre as pessoas mais frágeis do planeta.
Um dos destaques foram os “recentes e severos” cortes de financiamento que forçaram uma reestruturação interna na agência, ao mesmo tempo em que o mundo enfrenta uma nova crise biológica de proporções alarmantes.
O chefe da OMS destacou ainda que como todos sabem, a OMS está passando por um período difícil que resulta de bruscos e rápidos cortes para o financiamento num cenário global cada vez mais fragmentado. Ele alertou que os sistemas de saúde continuam sob pressões extremas.
Alerta máximo para variante rara de ebola
Mas o pano de fundo da Assembleia foi a decisão da OMS de declarar, neste domingo, o surto de ebola na República Democrática do Congo, RD Congo, como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.
Investigadores de doenças infecciosas apontam que o vírus tem se espalhado de forma silenciosa e indetectável por semanas ou até meses na região que já teve confirmados pelo menos 10 casos no laboratório.









