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Mais de 1 bilhão de pessoas sob risco no mundo por não controlar hipertensão arterial

Apenas um em cada cinco está sendo medicado; agência da ONU diz que tema deve integrar reformas da cobertura universal de saúde; doença é arriscada e pode causar morte.

Redação por Redação
8 de outubro de 2025
em Mundo
Foto: © Divulgação/SESA/Governo do Paraná

Foto: © Divulgação/SESA/Governo do Paraná

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A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou o seu segundo Relatório Global sobre Hipertensão, onde revelou que 1,4 bilhão de pessoas viviam com a doença em 2024. O relatório foi apresentado durante a 80º Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Segundo o documento, apenas 28% dos países de baixo rendimento relatam disponibilidade de todos os medicamentos recomendados pela OMS.

Impacto global

A hipertensão é uma das principais causas de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, doença renal crónica e demência, que podem ser prevenidas e tratadas com acesso adequado a cuidados de saúde.

De acordo com a agência, entre 2011 e 2025, as doenças cardiovasculares terão custado aos países de baixo e médio rendimentos, US$ 3,7 trilhões,  o equivalente a cerca de 2% do seu PIB combinado.

O diretor geral da OMS, Tedros Ghebreyesus afirmou que “a cada hora, mais de mil vidas são perdidas devido a acidentes vasculares cerebrais e ataques cardíacos causados pela hipertensão arterial, e a maioria dessas mortes é evitável”. Acrescentou que, “com vontade política, investimento contínuo e reformas para incorporar o controle da hipertensão nos serviços de saúde, podemos salvar milhões de vidas e garantir cobertura universal de saúde para todos.”

Barreiras persistentes

O relatório analisou dados de 195 países e territórios, e concluiu que 99 deles têm taxas de controlo da hipertensão inferiores a 20%. A maioria das pessoas afetadas vive em países de baixo e médio rendimentos, onde os sistemas de saúde enfrentam restrições de recursos.

As principais barreiras incluem falta de políticas de promoção da saúde, acesso limitado a aparelhos de medição, escassez de protocolos, cadeias de abastecimento e medicamentos caros. A OMS destaca ainda a importância de formar equipas de cuidados primários e garantir proteção financeira aos pacientes.

Acesso a medicamentos

Os medicamentos para a pressão arterial estão entre as ferramentas de saúde pública mais rentáveis, mas a sua disponibilidade é desigual. Apenas 28% dos países de baixo rendimento relataram acesso a todos os medicamentos recomendados, em comparação com 93% dos países de alto rendimento.

“Existem medicamentos seguros e eficazes, mas muitas pessoas não têm acesso a eles. Eliminar essa lacuna salvará vidas e economizará milhares de milhões de dólares todos os anos”, diz Tom Frieden, diretor executivo da Resolve to Save Lives.

Progressos a nível nacional

Apesar das dificuldades, alguns países demonstraram avanços.

Bangladesh aumentou o controlo da hipertensão de 15% para 56% em algumas regiões entre 2019 e 2025, integrando o tratamento no pacote essencial de saúde. As Filipinas incorporaram-no nos serviços comunitários, e a República da Coreia atingiu 59% de controlo nacional ao reduzir o custo de medicamentos.

A OMS apela a todos os países que integrem o controlo da hipertensão nas reformas da cobertura universal de saúde. A implementação das medidas recomendadas poderia evitar milhões de mortes prematuras e aliviar o enorme impacto social e económico da hipertensão arterial não controlada.

Tags: hipertensãoMundoOMSrisco

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